domingo, 31 de maio de 2015

Frases do Mês



Amigos,
Sabe aquele momento que você tenta se expressar e desabafar, mas as palavras acabam sumindo? Ou quando você quer mandar uma indireta para aquele gatinho e não tem coragem de se declarar? As frases de famosos e pensadores são ótimos recursos para nos ajudar nessas horas! Às vezes encontramos uma que expresse nossos sentimentos melhor que nós poderíamos fazer. Muita Luz! Boa reflexão!






Gente da Gente



O PERNAMBUQUÊS

Pra todo pernambucano
Amar seu vocabulário,
Pros turistas aprenderem,
Pois eles não são otários,
Falarei Pernambuquês
Para o pobre e pro burguês
Melhor que o dicionário.

Só quem é pernambucano
Sabe o dialeto local,
Segue então a explicação
Dessa língua divinal,
Para que um belo dia
Seja de noite ou de dia
Ela se torne universal.

Por aqui é engraçado
Vê o nativo falar,
Ele usa uma linguagem
Qu é bastante popular:
Botão de som é pitôco,
“Caba” mole aqui é frôxo,
E dêxa o povo mangar.

02

Gente alta é galalau,
Quem é franzino é xôxo,
O displicente é leso,
O pequeno é cotôco,
Rir dos outros é mangar,
Faltar aula é gazear,
Estouro aqui é pipôco.

Vixe! é sinal de espanto,
Tudo que é bom é massa,
O que é ruim é peba,
É assim que a gente fala.
Tá com raiva, invocado,
Quem tem sorte é cagado,
Cheiro de suor, inhaca.

Vai sair, diz: vou chegar,
Caba sem dinheiro é liso,
O que não pede licença,
Emburaca, é enxerido.
Aquilo que está folgado,
Aqui tá afolozado;
Ô palavrão enxerido.

03

Quem não cumpre o prometido
É chamado farrapêro;
Inteligente, sabido,
Quem não gasta, piranguero.
Meleca aqui é catôta
Tá com raiva, “tá cá gota!”
Eita língua de brejêro!

Pirangueiro é mesquinho,
muquirana ou amarrado,
sovina ou mão de vaca,
Há mais significado.
Corrente é trancilim,
Frescura aqui é pantim,
O bêbado, “tá bicado”.

A borracha de dinheiro
Aqui se chama de liga.
Sujeira de olho, remela,
Pão bengala é tabica.
Pernilongo, muriçoca,
Qualquer doce é paçoca,
Por isso, amigo, se liga!

04

Queijuda, Moça donzela,
Moça nova é boyzinha,
Briga pequena, arenga,
Cabelo ruim, fuinha.
Chicote se chama açoite,
Sinal de espanto é “vôte!”,
Besteira é abobrinha.

Atitude de palhaço
Aqui se chama muganga,
A nódoa se chama mancha,
Galinha nova é franga.
Fofoca chama fuxico,
Todo Francisco é Chico,
Toda dança é ciranda.

Quem não paga é xexêro,
Rolo aqui é confusão,
Pedaço de pedra, xêxo,
Rapariga? Palavrão.
“É mesmo” se diz “iapôis”,
Piolho se diz piôi,
É a língua do povão.

05

Armazém que vende tudo
Aqui se chama budega.
O homem namorador
É chamado de pai-d’égua.
Carro novo é zerado,
Doido é abilolado,
Qualquer ferida, pereba.

O chato é cabuloso,
Apaixonado, arreado.
Aquele que tem dinheiro,
É rico, é estibado.
Descorado, amarelo,
Virgem é rapaz donzelo,
Mal-vestido, malamanhado.

Uma marca de pancada,
Aqui se chama de  roncha.
A casa chama-se rancho,
A barriga é a pança.
Quando a gente tá cansado,
Se diz que tá infadado.
O coco é uma dança.

06

Tudo quanto é miúdo,
Chamamos pixototinho.
Um pedaço bem pequeno
é chamado de taquinho.
Chamego é um namoro
Arretado, bem gostoso.
Com muito amor e carinho.

Homossexual é gay,
É bicha, afeminado.
É chamado de baitola,
mulherzinha, é viado.
Distraído é Zé Mané,
Pomba lesa ou lelé
Ou então abestalhado.

Um negócio desonesto
Chama-se de marmelada.
Um cozido temperado
É chamado panelada.
Alcatifa é carpete,
Sutiã se diz corpete,
Eita língua invocada.


07

Lá no nosso Pernambuco
Lambedor é o xarope
O boné chama-se gorro
Jarra d’água é o pote
Tribufu é mulher feia
Orelha se diz ureia
O pescoço é o cangote.

Se tá escuro, tá pardo
Em cima é lá em riba
Lábio grande se diz beiço
Bucho aqui é a barriga
Cuscuz é o pão de milho
Ariar é dar o brilho
Cansaço se diz fadiga.

Comprimido é cachete
Incaicá é apertar
Coluna é espinhaço
Buli é mexer, tocar
Grampo capilar, birilo
Umbigo se diz imbigo
Não precisa duvidar.

08

Mulher gorda é baleia
Chateado, incabulado
Moça bonita é filé
Bocó é abestalhado
Quem fofoca, fuxiqueiro
Curral de porco, chiqueiro
Muito bom é arretado.

A culinária apresenta
Palavras bem engraçadas,
O pirão, a macaxeira
O mocotó e a rabada.
Tem guisado de guiné,
O nosso sarapaté,
Tripa de porco, buchada.

Leitores, vou terminar
O meu cordel-dicionário,
Deixando pra quem gostou
Meu muitíssimo obrigado.
Quem não gostou tá doente,
Provavelmente já sente
Um preconceito danado.


Carlinhos Cordel
Enviado por Carlinhos Cordel em 11/12/2009
Reeditado em 29/08/2014


VIVA O NOSSO PERNAMBUQUÊS!
Amigos,
O pernambuquês é apenas um dos elementos culturais do nosso Estado. Retrata a maneira simples, rústica e forte de viver dos pernambucanos, e, o que a princípio pode parecer falar errado, nada mais é do que uma forma pura e correta de se comunicar.
Pernambucano é arretado! Muita Luz e Paz pra Todos os Pernambucanos!
Valéria.

















Homenagens



Divaldo Pereira Franco, mais conhecido como Divaldo Franco ou simplesmente Divaldo (Feira de Santana, 5 de maio de 1927) é um professor, médium e orador espírita brasileiro. É, há quase sessenta anos, um importante orador e escritor espírita, com mais de cinquenta anos devotados à mediunidade, e mais de quarenta dedicados a cuidar dos meninos de rua de Salvador, na Bahia. Para este último fim fundou, em 15 de agosto de 1952, junto com Nilson de Souza Pereira, a casa de assistência Mansão do Caminho, responsável pela orientação e educação de mais de 33 mil crianças e adolescentes carentes.

Primeiros Anos

Divaldo cursou a Escola Normal Rural de Feira de Santana, onde recebeu o diploma de Professor Primário em 1943. Desde a infância relata comunicar-se com os espíritos.
Quando jovem, foi abalado pela morte de seus dois irmãos mais velhos, o que o deixou traumatizado e enfermo, sendo conduzido a diversos especialistas, na área da Medicina, sem, contudo, lograr qualquer resultado satisfatório. Nessa época conheceu a Sra. Ana Ribeiro Borges, que o conduziu à Doutrina Espírita, o que o teria libertado do trauma e trazido consolações, tanto para ele como para toda a sua família. Divaldo dedicou-se, então, ao estudo do Espiritismo, ao tempo em que foi aprimorando suas faculdades mediúnicas, pelo correto exercício e continuado estudo do Espiritismo.
Transferiu residência para Salvador no ano de 1945, tendo feito concurso para o Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado (IPASE), onde ingressou a 5 de dezembro de 1945, como escriturário. Já espírita convicto, fundou o Centro Espírita Caminho da Redenção (CECR), em 7 de setembro de 1947.
Em A Veneranda Joanna de Ângelis (Salvador: LEAL, 1987), escrito por Divaldo e Celeste Santos, constam biografias do médium baiano e de sua mentora espiritual, Joanna de Ângelis, bem como informações sobre o trabalho educacional e assistencial desenvolvido pela Mansão do Caminho, além de entrevistas com Divaldo e relatos sbre supostas reencarnações de Joanna de Ângelis.
Divaldo apresentou, desde jovem, diversas faculdades mediúnicas, tanto de efeitos físicos quanto de efeitos intelectuais. Destaca-se, dentre elas, no entanto, a psicografia.
Inicialmente, diversas mensagens foram escritas pelo seu intermédio, sob a orientação dos benfeitores espirituais, até que um dia, ele recebeu a recomendação para que fosse queimado o que escrevera até ali, pois não passavam de simples exercícios.
Com a continuação, vieram novas mensagens assinadas por diversos espíritos, dentre eles, Joanna de Ângelis, que durante muito tempo apresentava-se como "um Espírito Amigo", ocultando-se no anonimato, à espera do instante oportuno para se fazer conhecida. Joanna revelou-se como sua orientadora espiritual, escrevendo inúmeras mensagens, num estilo agradável, repassado de profunda sabedoria e infinito amor, que conforta aos mais diversos leitores e necessitados de diretriz espiritual.
Em 1964, Joanna de Ângelis selecionou várias das mensagens de sua autoria e enfeixou-as num livro, que recebeu o sugestivo título de Messe de Amor. Foi o primeiro livro que o médium publicou. Logo em seguida, Rabindranath Tagore ditou Filigranas de Luz. O que se seguiu constitui-se hoje em um verdadeiro fenômeno editorial, pois, em 31 anos de atividade como médium, teve publicados 240 títulos, totalizando mais de quatro milhões e quinhentos mil exemplares, muitos deles ocupando lugar de destaque na literatura, no pensamento e na religiosidade universal. Dessas obras, houve 80 versões para 15 idiomas (alemão, castelhano, esperanto, francês, italiano, polonês, tcheco, braille e outros). Os livros englobam uma grande variedade de estudos literários, como prosa, romances, narrações e etc., abrangendo temas filosóficos, doutrinários, históricos, infantis, psicológicos e psiquiátricos.
Nessas obras psicografadas, apresentam-se 211 alegados autores espirituais, além de Joanna de Ângelis, entre eles, Manoel Philomeno de Miranda, Victor Hugo, Amélia Rodrigues, Ignotus, Vianna de Carvalho, Carlos Torres Pastorino, Bezerra de Menezes, Rabindranath  Tagore, João Cléofas, Eros e Simbá.
Por meio das obras de Joanna de Ângelis, Divaldo pôde alcançar o reconhecimento não apenas entre os religiosos e espiritualistas, mas também em outras linhas de conhecimento, como a psicologia e a parapsicologia. Isso se deu principalmente em função dos livros publicados na Série Psicológica, onde tratou dos malefícios das fugas da realidade e enfatizou a importância do autoconhecimento e auto-enfrentamento.
A Série Psicológica foi escrita à luz dos pensamentos de Allan Kardec e de pesquisadores da psiquê humana, a exemplo de Carl Jung. Na referida série se encontram duas obras voltadas à psicologia transpessoal: Autodescobrimento (1995) e Triunfo Pessoal (2002).
A maioria das obras escritas por Divaldo Franco sob o comando de Joanna de Ângelis almeja incentivar o autodescobrimento e facilitar a aplicação no dia-a-dia dos ensinamentos morais de amor fraterno contidos nos Evangelhos e na Doutrina Espírita, incentivando o leitor a enfrentar as dificuldades cotidianas de modo mais prático e otimista.
Grande parte das obras ditadas a Divaldo por Joanna de Ângelis foi publicada pela Editora LEAL, de Salvador (BA). Um dos mais recentes lançamentos de Joanna de Ângelis chama-se Conflitos Existenciais (LEAL, 2005), obra que analisa os principais conflitos do ser humano, as suas causas, origens e formas de terapia - inclusive, estuda as tentativas atuais de se preencherem os vazios existenciais, a exemplo de relacionamentos efêmeros por meio da Internet.
Como orador, Divaldo começou a fazer palestras em 1947, difundindo a Doutrina Espírita e hoje apresenta uma histórica e recordista trajetória no Brasil e no exterior, sempre atraindo multidões, com sua palavra inspirada e esclarecedora, acerca de diferentes temas sobre os problemas humanos e espirituais. Há vários anos, viaja em média 230 dias por ano, realizando palestras e também seminários no Brasil e no mundo. Em um levantamento preliminar suas atividades no exterior foram:
mais de 11 mil conferências proferidas no Brasil e no exterior percorrendo mais de 62 países.
América: Esteve em 18 países, em mais de 119 cidades, onde realizou mais de 1.000 palestras, concedeu mais de 180 entrevistas de rádio e TV para cerca de 113 emissoras, inclusive por 3 vezes na Voz da América, a maior cadeia de rádio do continente. Recebeu cerca de 50 homenagens de vários países, destacando-se o honorífico título de Doutor Honoris Causa em Humanidades, concedido pela Universidade de Concórdia em Montreal, no Canadá, em 1991. Por 3 vezes fez palestras na ONU, no departamento de Washington e fez conferências em mais de 12 universidades do continente.
Europa: Esteve em mais de 20 países, em mais de 80 cidades, onde realizou mais de 500 palestras, concedeu mais de 50 entrevistas de rádio e TV para cerca de 40 emissoras, tendo recebido homenagens de vários países; fez conferência em cerca de 10 universidades europeias e, por 2 vezes, na ONU, departamento de Viena.
África: Esteve em mais de 5 países, em 25 cidades, realizando 150 palestras, concedeu mais de 12 entrevistas de rádio e TV, em 11 emissoras; recebeu 4 homenagens.
Ásia: Esteve em mais de 5 países, em 10 cidades, realizando mais de 12 palestras.
Em 31 de agosto de 2000 participou, a convite da ONU, do Primeiro Encontro Mundial da Paz, reunião de cúpula com líderes religiosos de expressão internacional para se discutir  e formular proposta de paz.
É considerado um dos maiores divulgadores do espiritismo no Brasil e no exterior. Na península ibérica se destacou pela assistência ao movimento espírita português e espanhol durante a ditadura fascista de ambos os países.
Suas palestras promovem o pacifismo, comparam a doutrina espírita com correntes filosóficas niilistas, hedonistas e orientais, estabelecem pontos de convergência entre a doutrina espírita e a ciência (principalmente a psicologia) e incentivam a busca constante pelo autoconhecimento, ancorada em conhecimentos sobre psicologia e doutrina espírita. Recentemente (2006 – 2007), estreou no site da Mansão do Caminho o programa de entrevistas “Encontro com Divaldo”
Divaldo, desde jovem, teve vontade de cuidar de crianças. Educou mais de 600 "filhos", hoje emancipados, a maioria com família constituída e a própria profissão, no magistério, contabilidade, serviços administrativos e até medicina, tem 200 "netos". Na década de 60 iniciou a construção de escolas-oficinas profissionalizantes e de atendimento médico. Hoje a Mansão do Caminho é um admirável complexo educacional que atende a 3.000 crianças e jovens carentes, na Rua Jaime Vieira Lima, 01 – Pau de Lima, um dos bairros periféricos mais carentes de Salvador; tem 83.000 m² e 43 edificações. A obra é basicamente mantida com a venda de livros mediúnicos e das fitas gravadas nas palestras.

DIVALDO: UM MÉDIUM, UM ORADOR, UM EDUCADOR!
Amigos,
Divaldo é um médium de elevado caráter, excelente orador, educador nato, pessoa digna de nosso respeito por realizar um trabalho magnífico. Homem do bem, que sempre nos traz mensagens de amor e fé. Ele sempre nos brinda com suas belíssimas lições e esclarecimentos. Sempre viveu sob a bandeira da solidariedade e caridade. É um verdadeiro “Apóstolo do Espiritismo”. Enfim, Divaldo é Luz, meio a tantas trevas!
Amigos leiam “Livros Espíritas... Estude... Analise... Reflita”.
Muita Luz pra Todos!
Valéria.
















Memórias



“SAUDADES”
Hoje, eu sonhei com os meus ex-alunos do Projeto “Incentivo à Leitura” da Escola Senador Paulo Pessoa Guerra. Eu acordei muito feliz, mas com um aperto no coração de tanta saudade. Lembro-me com muita saudade, dos bons tempos de escola, que não voltam mais, mas que tentarei reviver um pouco. A escola é uma família que formamos ao longo da vida, pois durante esse tempo, convivemos muito com nossos alunos, colegas, dentre outros. Saudades boas de tudo que vivi nessa minha tão querida escola. Emoções vivenciadas e projetos realizados que me ajudaram a crescer bastante como ser humano. Saudade dos alunos, das pessoas que lá conheci e dos amigos que formei; trago-os, até hoje, dentro do meu coração. Obrigada a cada um de vocês por fazerem parte de minha vida. Cada turma que trabalhei, deixou muita saudade no meu coração. Vocês, alunos, são e serão sempre células que se agregam ao corpo do professor, porque cada um que passa em nossa vida, se torna um membro de nossa caminhada. Todos os alunos das turmas que eu tive o prazer de lecionar, hoje fazem parte de mim. Eu sei que em muitos momentos fui chata, cobrei demais, fui insistente em outras coisas, falei demais, fui exigente, enfim, fui humana. Hoje, eu posso dizer que vocês são meus amigos... Amigos que carregarei por toda a vida. É queridos alunos e amigos de jornada, cada um de vocês foi um grande presente que Deus colocou em minha vida.
Muita Luz e Paz pra vocês! Saudades Eternas!
Beijos de Luz!
Da amiga de hoje e sempre,
Valéria.